de esperas

"Fortunated those who look at the myst instead of fearing its infinity" Simon Magus

há um olho em cada janela
com cílios Dionaea muscipula
abre aos vinte e noves graus
o raio do raio

a cera, a vela acaba antes
dos ventos a
a vela

em cada bússula coração
pelos devaneios dos imãs
atravessando mar gnético
os peixes sob
revivem a mar cinética e seu naufrágio, ó tédio
buscam pontos de gravidade
onde erigiriam as pontes à terceira margem oceânica

gestadan
have you seen the skeletons, the sinking ships of forsaken loves?
you begin to wonder if the stories that tell all the rites
aren't point directly straight at you

arde peito para que expanda o cor alenmar
marinheiro quando se quis só viu as manchas de vô mito, à proa
onde se acreditou nau amarrou-se ao mastro e surdo pulsa
cantaria: não se sabe se é sal água ou água o sal, este mar, lágrimas de sereias

Um comentário:

veridiana disse...

a imagem é do choro ou do estar sem graça? as lágrimas são salgadas de água corrente...lágrimas de sereia que vomita o oceano pelos olhos...e não pega...não segura....porque vem como quem é inundado....o coração confuso...a dor de não saber amar...a solidão que parece impossível senão na morte...e por que? porque a solidão me concentra....para que possa me desconcentrar...estou num limbo..num limbo das próprias escolhas...dói...mas são as escolhas de uma intuição que deve ser vivida....estar só para amar e sentir e saber...e ser o estar junto...quem não sabe estar só jamais saberá estar junto...porque se junto almeja o só....devora no outro a solidão acompanhada...