Mostrando postagens com marcador coro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador coro. Mostrar todas as postagens

Polifonia Desgraçada {para treze vozes}

Santa Polifonia, ou Nossa Senhora dos Desgraçados



I{Prayer and Prey}I
animal interdito de cór, pó
cast{r}a sobrevipressora
indesejadequável insustemportável
queimará dutos em butas
árvore caída de joelhos

II{Peça}II
caleidotoit mon óx le coeurbeaur
sem linha de montagem em formaT de um perdidoíso
olhando os óleos soou ubi breu
devir gens ossídio, desperdício do descaso
gangue transfusa mênstruos coárgu rios

III{Sem Tabuleiro}III
por absurdo, Tempo, espinhos
sorvem taiças onde li cores que não nomearia
nem em numes ou lumes
te iro no pé e tom hei que jorrnar
entre bólido roto lá e espora de cá

IIII{El Ai Co.}IIII
quando dinamorama noitea
ou oisa que orvalha e a veste
entumesce a pele clorófila seiva
cidade silenciada em cada late
podem ouvir!

V{Gnoise}V
teus anjos riem embriagados
conosco oco asco, a garra faca
ró! mátula rompida às migas
cinzas brilho por toda a urbe
em leito leão ruvas férrimenta

VI{Láfora}VI
deitada na grama brisa sorri brasa grisa
autoritântopro, famíntglia
aterro com dincheiro, covalta
vinhas de lábias úmidas feitas auréolas
pó absolurdo, és passo e perde-na

VII{Violino Compressor}VII
um só pão e farbeação largo de sangue
para ali mentar à ávida ave de rapina
há alguém fedendo no coletivo
será o mendigo fílico no centro da nave ou o padre executiv à porta?
se entreolham as gengivas o corpo sorrindo

VIII{Poeste}VIII
sete mil trezentos e doze pombos defecantes em queda livre
é nas fossas ao limo que se sonha
em cartiveiros do confrorto só se domen
insones e sonâmbulos de mãos dados
mú sick vibrórgão de controle do pasto

VIIII{All rite!}VIIII
erguendo muros à sua margem
sem mel e lanças à máiscara
teleociliam os degraus de gen, o sítio
distendido em veneno e veneno
ou troço féu a trofia

X{Miss A}X
pia da noscente não tem'm, mais traças
batina de gola para todos no coro
ante o bafo, bufo ria
torrentes de baby beefs, catacombes sob os mosteiros
laicifício, o que dá o que come, sacrócio

XI{Ascese ao Ascéptico}XI
serpente precede à escala anterior à queda
lítio urgia pragma ungida em chofre
rastejado por dez esfinges de nomes santos
e normes genitálias com faces de mônios
tudo por ídolos da hera dormena

XI{Ascese ao Ascéptico}XI
quando a pedra estava irg'rija
vai da dívia o enclausuramanto
ecolatri{n}a das chaves e maldicção dos umbrais
me séria através das fhomens, p’hortas de daninhas
pass no burosuicraticídio

XII{O Transbordamento da Seca}XII
a causa chuva se em foco
em vésperas de viagem com a lama por l’ímpar
enxame de moscas brancas rompendo as redes
dodes{a}tin prosaico corrupmér
onde se parem cem maçãs por estigma

XIII{Marcha Ré que End}XIII}
são os lábios que nó cruzamento de olhares
se desnudem gargulanta cortina crepúsculo vox
agora com a abóbada coronária aberta
fende também o peito retorcido, nasce anlux
não pecando por medo da fraqueza de sermos humildes

igns index ignor, mas tentamos... tentamos...

A Desgraça, ou O Demônio da Polifonia

Ruidocracia

É sempre bom ver um neologismo seu se proliferar
ruidocracia
{estudo para o arcano XIII}
[1+12=13]Dentro da democracia dos signos não há espaço possível para o ruído, relegado à mera função de interferência ou adorno no paisagismo. Com isto sacrifica-se à margem qualquer possibilidade de sondagem profunda do ruir em si mesmo quando parte-se da linguagem.
[2+11=13]O signo do ruído é o cerne da tecnicologia dos dois extremos controles do demo(massa) aurais: No religar semiótico, permite aos ciclopes a contemplação da própria morte(XIII) ao mesmo tempo que os atira na surdez das iterações(progressões de redundâncias timbrísticas), eterno retorno da escala ao paraíso perdido da harmonia subjetiva(Ninguém me acertou). Já nas políticas simbólicas, gera os limiares das interações materiais dos objetos sonoros seja pela imanência heurística que transmuta o ruído novamente em sonema, como pela homeostasia dos sistemas musicais que imprime o foco tonal à redundância sonora de acordo com as dinâmicas entrópicas da rede.
[3+10=13]Podemos então falar de um ciclo de três modos de escuta do ruído dentro à natureza composicional, assim como podemos pensar um sentido como ruído(impregnação) do outro. Mas ainda, o multimídia quer estar em todas as modas ao mesmo tempo, para as dest'ruir.
[4+9=13]Ruído científico-profano: O ruído organizado como se observa no ícone matemático do ruido branco(white noise). O empalidecimento dos matizes cromáticos do barulho
gerado na síntese log arrítmica compõe a síntese dum espectro afetivo-racional. Os cães, como a estrela Sirius de Stockhausen vêem em preto e branco e ouvem melhor a síntese granular das altas freqüências que a pulsação esféride.
[5+8=13]Ruído sagrado: O índice dos silêncios potenciais, as paisagens sonoras em suas implosões de cores e sutileza de matizes. O templo é sagrado porque não está à venda para culto algum, o tempo é sagrado porque não pode ser cartografado. Color noises. João Jaula, procurando silêncios encontrou ruídos, buscando morangos achou cogumelos, buscando o tempo se deparou com a dança e a performance.
[6+7=13]Ruído comercial-laico: O barulho é o produto cultural ideal, pois não distingue a produtores e consumidores, mantém o trabalho da escuta no nível prototípico da soação sem perder nada da geometria tipológica da música. O que não é barulho brilhante no mercado cultural se restringe a interferência sistêmica(metaruído), mas sempre haverá um nicho de consumidores ávidos por turbilhões e é do mote fordista any color you lik
e as long as it's black que os sabbaths encontram seu caminho no seio da indústria da rebeldia. Black noise. Xenakis, o arquiteto busca ver com os sons pelo resto de sua vida o brilho da granada que lhe tomou um olho e um ouvido. A estocástica como religiosidade científica do ruído, a composição concreta dos desertos em rolos de memória. É noise na fita!
[0+13+0=13]O ideal de um mundo sem ruído político é alcançado pelo entranhamento de dois modos de conduta sonora: Uma codificação quântica em velocidades sempre acelerantes que prende os ouvidos pelas cadeias de Markov a uma certa faixa repertorial(as óperas de surdos-mudos da Cia. Invisível de Teatro Alchemico), ao mesmo tempo que uma exclusão pela inclusão como a observada no maximalismo academicista do fim de século. Este, pelo cálculo de todos os afetos musicais se nega a sentir as escutas que produzem seus sons(dir
eito autoral / dever atuante); se assemelhando assim com a irreversível entropia dos mercados de pasteurização fonográfica, que por excesso de redundância passaram a ser não mais que barulho para muitos.
[13+1=14]Laranja Eletrônica, os sonhos tangerinas dos rappers hackers acionistas de Beethoven nos templos do mantra de baixa tecnologia cruzam Dylan escarrando num intonarrumori: "Em direção ao abismo metálico entre os transistores e as cordas das guitarras... o ruído branco encontrará enfim o blues dos negros, as musascagam minérios em nós da névoa roxa antevista pelo terceiro ouvido de Hendrix ao roxo profundo das cabeças de máquinas... Nobody's gonna beat my car / It's gonna break the speed of sound / Oooh it's a killing machine / It's got everything."
[13+2=15]Sketch's Kitsch! A música como a melodia é em tempos de ostentação ruidística sempre meramente esboçada: ou sublimada pelo escárnio ou r
emixada pela obsolescência programada. Vês as rédeas que os produtores colocaram nas bandas pelas próprias bandas de freqüência? No futuro toda canção terá seus 15 segundos de barulho.
[13+3=16]O kitsch trabalha sempre sobre a ânsia de "querer parecer vanguarda" lembra Abraham Moles. O processo de sedução dupla da canção pop(por expansão novideira pseudocientífica e tradicionalismo hedonista pseudoreligioso) submergirá os famosos três acordes em camadas de atmosferas sonoras e hipnoses subliminares, do mesmo modo que engoliu a música geométrica pela ideologia significante(os violinos ao fundo do rap) e o transe mitológico pelo folclore(a onda de acústicos e a percussão maquínica).
[13+4=17]Pagu disse para Oswald: "A industrialização é, pois, por natureza, um desenvolvimento maternalístico". Quando toda a arte se sujeita ao desígnio do evolucionismo adaptativo dos modos de escuta estética o desáine se apresenta como padrão
de conduta ética do artista, que é reduzido a projetista de sensibilidades através de impulsos semânticos na vida pública privada. Aí, resta ao ruir artear.
[13+5=18]Canção, praça pública da música. Se podemos falar de democracia nos âmbitos do som seria, em termos tonais, o de uma arbitrariedade consentida de relações intervalares. Há caminhos sonoros que todos percorrem, há os cumes e cimos. Do metal ao doom há um duplo movimento de criação de uma micropolítica estética própria, ao mesmo tempo uma guturalização animalesca das macroestruturas industriais da forma-banda e uma complexificação das microestruturas digitais que almeja uma comedida máscara de desregramento. A corrupção se miniaturiza e toma entornos de uma opção estética, lógica da preferência tribal. Dietas das escalas pantone de ruído.
[13+6=19]A escultura ruidística como estilística do drone já tomou até mesmo as salas de dança com o Umwelt(Maguy Marin) mas ainda se mantém como linguagem de
resistência criativa à cultura capital nos undergrounds de todo o mundo. Merzbow pode bem ser colocado como o legado de Steve Reich e também como membro de uma guerrilha postgrindgore crystalpunk. Isto se dá porque o drone enquanto arquitetura fluida é a escolha pela especialização nas massas bonitas e sublime(imperativo estético legal kantiano), onde a formação sobrepassa a informação pela sua completa aceitação.
[13+7=20]O modelo dos carros muda, o som dos motores continua o mesmo. Enquanto você não parar seu carro não fale do meu drone, enquanto seu carburador queimar ossos não reclame de meu cigarro. Eis o ruído como nuvem de proteção radioativa, escudo eletromagnético da escuta nômade contra quaisquer arapucas de estilos. Bruito o retorno pós-apocalíptico à natureza da acusfera ionizada pelos impérios radiantes. Pitágoras a Orfeu no túmulo de Hermes: "Inaudivelmente alto, enternamente durante, longe alcançando", quando abre os olhos para ouvir a resposta vê Orfeu se afastando no horizonte cantando.
[13+8=21] Ao ruído nem som nem música resistem. À cibernética, rede
de volantes de volantes de redes de poderes, o carro serve de catedral barroca hipermoderna. Gonzalez me disse na lojinha de souvenirs da capela de ossos: "O modo diabólico está para o pós-moderno como a imagem do cristo para os barrocos". Na democracia dos signos, o ruído(e isto pode incluir tudo que soe de acordo com o desejo de escuta) é relegado ao âmbito de loucura, fazendo da própria escuta uma doença por envenamento(pharmakón).
[13+9=22] Devemos compreender que o registro direto do som é um fato novo na história do homem (a que os teosofistas nomeavam prisma das cores pela luz): data de pouco mais de meio século. Pensemos também no desenvolvimento dos processos audiovisuais(a harmonia sinestésica). Na época da reprodução da obra de arte(XV), torna-se obsoleta a idéia da arte desfrutada enquanto objeto raro e aparece a idéia da arte como contágio semiótico(Burroughs) A própria idéia da arte(III) é posta em questão. O que observamos em no
sso tempo é a explosão da informação sonora. A fartura(e miséria) do nosso tempo(ruídos inclusive) aumenta na medida mesma em que se difunde pela coletividade. A massa consome signos sonoros em massa. O modo tradicional de ouvir e compreender a música constitui uma pré-ordenação arcaica, com seus significados esclerosados, que não podem ser impostos ao grande público, pois a este o mundo industrial fornece tantos e tais meios de acesso e consumo do mundo sonoro, que ele próprio vai desenvolvendo sua capacidade de seleção e inteligibilidade. O que era qualidade se transforma em quantidade e é preciso encontrar os signos correspondentes a esta, para sua efetiva comunicação. O mundo das coisas vai-se dissolvendo e cedendo lugar ao mundo dos signos e da comunicação vital e vivencial. O mundo das coisas é feito de posse privada, o mundo dos signos, para a comunicação e a cultura pravida. Os objetos industriais(incluindo sua música), hoje, participam também da natureza da lingu
agem. O caos da informação sonora que nos aturde está a exigir uma ordem (não-definitiva - mas probabilística e mutável). Ordenar é selecionar e codificar. Codificar é transformar em signos - significar, tornar inteligível. Portanto, é comunicar. Aos trabalhadores do ruído, resta trabalhar dentro dos meios de comunicação de massa até que o sistema se transforme e seja absorvido. E ruir como imanência, ser o barulho de si mesmo no corpo coletivo. Love is noise! Zumbi indo!

Cassandra

opereta sobre texto e voz "Domínios do Demasiado" de Fabi Borges

Cyberplundemy Simplexus

dedicado a John Oswald & de Andrades.


processo:
1.After knowing about download all of John Oswald's work available on his websites: http://www.plunderphonics.com & http://www.pfony.com
2.Listen to everything 11 times in 2 days meanwhile reading his statements and interviews.
3.Edit a cyberphony with the plexoristic material added to the "Ode, Os Primaveris Cortes"
as background.
4.Gather the imagery from the website and make a label.
5.Listen to the "Simplex" composition acquired in the step [3] 9 times meanwhile reading Oswald de Andrade's "Manifesto Antropofágico".

6.Transwrite it while listening to "Simplex" for at last 5 times.
7.Translate it on Babylon web translator to english.
8.Post it here and on the blog.
9.Write a thanking letter to John Oswald for his works.

...{:}...
Corpinfesto Pânfago
"Imn, vér no aussente"
Só a panfagia nos cruza. Artística me ente. Capital mente. Lingüa estica e meenchente. Todas as leis No mundo. Impressões sob máscaras de todos os autores(até Luther Blisset), de todos os colectivos(como a da cantata de Johann Sebastian Mastropiero) subspensa palarva. De tonas as semióses. De tonas os tractatus de lógica chacoalhando os plexos como Henry Bergson arrotando tempos com cerveja Miller. To pi, that's 4 sure Pyt. The unanswered question is which way on the ray, to the center of the light or the edge of sounds? Como todas as caterpillars. E com Géia e sua diarréia. Contra todos os consumos porquê com todos os sumos. Só interessa o que não ME interessa, seja em em ou noutreu. A pansexualidade de Sergei. As taras dos roedores de unha e comedores de cabelos. São Ciscos entrando nos olhos fazendo-nos suar animais. Estamos sobrexcitados pelos maridos de todas que amam nenhuma. Bloom think Freud as the gay friend of Bettelheim(Babylon the Bride). O que atropela é a verdade que não vemos o rosto pois Ísis é véu. Não confundamo-nos, o mensageiro é a mensagem. Por isto clama infindos pontos de perspectiva, para que se atire nesses vazios e massageie o crânio geodésico da pulsão(tênue linha da sinóide expulsão~impulsão). A ação como vestido humano(antropomodia), corporeidades em macrodesfilamento. O cinema americano substituiu o horizonte Oeste quando o mundo acabou no Oceano Pacífico, o cinema europeu quer substituir o olho imanente. A internet informará que não jaz na memória a arte, mas o medo da morte. Pais do só, mães dos videntes. Perdidos e armados docemente, com saudade da hipocrisia, pelos sem grados, traficantes e pelos mecenas(apostadores de commodities). O país grande, cobra. Foi porque estivemos na gramática tempo demais(mesmo depois da linguística), com nossos jardins botânicos enciclopêuticos. E sempre soubemos muito bem noo desenho do rio morto criando das cidades os feudos dos quais fugiam os impregnadores. Uma subjetividade participativa iriam falar os bufos68, um timbre religioso para uma harmonia da fé no Cristo americano multitudo souvenir. Como todos os exportadores de consciência em embalagens de folha de bananeira ou caixinhas de bambú. Contra a usura de Raskolnikov! À existência vital do toque, mesmo no corte. E a corporeidade pós-lógica pro Sr.Ibapuru Urutao. Todo francês é caraíba, os revolucionários estão mais próximos a Anhagüerra(ou Aguirre). Chegamos ao homem e encontramos um tolete de bosta cega surda e atuante. Sem nós, a Europa não teria sequer o tricô. A idade da música anunciada pela Tropicália já passou(the age of music is fast). E Alice com as girls estão ou matando baratas ou escrevendo uns baratos ou jogando baralho apostando não mais cabeças, mas troncos ecolunas. Não num clube que nos aceite. O contrato com o Brasil é Bossa e futebol, nossa belíssima cara-de-pau. Nietszche usando bombachas enche a cuia pra Decartes Leminksy Bashô já trelelé di hackear o catatau, à aurora aural dos rosacruz ao romantismo, a aurora dourada, a aurora do martelo, à aurora tecnocrática e ao corpo osgônico de Reich e Agrippino. Nóis trupica mai num bréca... Sempre fomos catequizados, os pajés abriam os olhos dos curumins de dentro pra fora. Até a cor(u)já mod-ernst-ista tinha o vício pedagônico. As molas nos espectros os impelem a um sonambulismo de direita. Watchout vanguard rolers, soon Kardec will pass you over at the aetherial memoirés, isn't it Monsieur Proust? Fizemos a Bahia nascer no Cristo e empalidecemos o terreiro caiado. Pois sempre há uma patho-lógica no nascimento das admições. Como o Padre de Andrade. Autor de nossa primeira dívida com o banco de cultura, para ganhar um comissariado. O presidente-analfabeto-funcional dissera-lhe: ponha isso no museu pra dentadura poder vender. Fez-se a dívida terna. Gravou seu nome num grão de açúcar na praça da Re-púbica, chamamo-la pátria nula. Carlos Gomes deixou o Guarany na Itália e trouxo os Lobos pras Villas. O espiritismo recusa-se a conceber a metafísica sem o empirismo. A morfoantropia, nada impele um homem à auto-comiseração mais que uma idéia revolucionária(Che Disney). A vacina de uma geração é a doença da outra(a fórmula mágica da Coca e da Cola). Para o desequilíbrio contra as religiões de curadoria. E as exquisições interiores, não seremos incluídos pela exclusão de novo. Só, não queremos atender ao mundo de modo celular. Buscamos uma atenção auracular. Tínhamos a corrupção, inflação da vingança. A poesia codificação das ciências. Comíamos poeria pra cagar estrelas, bebíamos gasolina pra vomitar asfalto. O totem horizontal da transformação é nosso desejo. Fadados a fingir. Tudo o que está imóvel deve ser digerido para mover-se de novo. O pensamento dinâmico do que é stopo. O sistema vítima do indivíduo. Clássica injustiças das fontes. Romance e seus desajustes. E o interior das conquistas do esquecimento.

Sorrateiros... rota otar tora
ator rato taro

O instinto cabaíla. Morte e vida dos hospedeiros da equação. Eu parte o Cosmo no axioma. Subinsistência. Cognosemento. Cheirar pele pra lacrimejar flores. Como as elites minerais que chupam o chão nosso. Em erritorialização do silíncio e da comunicação. Sempre fomos carnavais canibais sacro-profanos. O império Azteca vestido de 500 anos como Cabra L. Ou figurando no neo-foclorismo, cheio de raízes sobre a terra. Como raízes como frutos.Já comungamos ao som do hino comunista. Já devoramos a língua de Cocteau. Era do som.

Catiti, Catiti
escarra nesta boca que te beija
Hécate! Iód Rà she in Váu Ri

Ama Gia e há vida. O mistério é como sair agora caídos na subida infinda de Sísifo(O Serra Pelado) de volta ao distríbuto da ceifa com apenas alguns cânticos entoados pelo corpo.Disse a uma mulher o que acreditava ser uma Dieta. Ela me perguntou que era uma possibilidade de exercício? Ela chamava-se Teresa Purpurina do Amaral. Comia.Só há mistério onde há também um determinismo lactante. Mas que tem isso em nós?Como os mitos históricos que começam no fim da história (a moda mora na poda da roda). A data não localizável. Rubro. Sem Tupã sem Celtas.O progresso das fixações teleológicas pela catalogação(matriz deleuziana). Só, a aparelhagem. E o sangue plástico das emodiálises.Como a sublimação, as antagonias das caras como velas tragadas pelo fogo.Com os povos, sempre uma verdade. Como ambos numa missão de té-dio. Definidos pela sagacidade de um poeta, o André Gidé: -Eu sei, tudo isto já foi dito antes... mas como ninguém lembra é forçoso repetir à exaustão.Mas se não foram só traficantes, vagabundos e rejeitados que vieram. Foram fugitivos de si mesmos que se comiam nas plantas de poder, porque somos fortes de fragilidades e ompassivos, como uma rosa e uma cruz.Se o Diabo é a subconsciência do estar-no-Universo Incriado, Dercy interpreta Guaracy num Carlos Gomes. Cocaí é a avó dos vegetais.Especulamos a adivinhação até a distribuirmos pelas ciências políticas globais as migrações dos gênios
por toda a espécie. O tédio dos estados fugitivos. Como a urbanização, a arquitetura das enfermidades. Como os conservatórios, a especulação do tédio inevitável de todo berro.De Henry James a Grudjeff. O totem diagonal do tabu transfigurado em noite.Comemos uns aos outros, mas somos menos que peido. A mater comuna e a seriema do ethos andrógino: Realidade das coisas que nos ignoram - imaginação de canto - autorização do sentimento ante as proles de curiosidades.É gostoso chegar a uma superfície de gnose onde Deus se apresenta em nada... como iluminação, sem idéia ou ideal. Mas o cotoxó precisava, por isto desconhecia que queria. Porque tinha a mãe dos Gracos presa em seu cú sem saber que ela é que lhe favala de limpear o traseiro da mátria. A subjetividade produzida rege a queda dos anjos. De vaga, Musea. Que disso nós? Antes dos brasileiros descobrirem Portugal, Portugal tinha coberto o fado. Com o índio, um tocheiro. A Maria filha de índios, afilhada de Hipócrates e Philo de Alexandria e nora de Simão Magus.

O nove(IX) é a prova da alegria.
Do filiarcado na Pindaíba.

O sexo(II) entre o que se faz chama Compositor(IV) e a Composição(III) - Musicada pela efêmera sincope do além-humano e o seu desejo. A paixão intempestiva e a capitalização de todos os modus vivendi. Injetar moedas pra encher o saco de viagens na bolsa. Absorto nos amigos profanos. Para horizontalizá-los em transmorphopoiésis. A(des)ventura do barro moldado pelo fogo na chuva e no vento. A terrena transitoriedade. E também, só as mais impuras hordas conseguiram realizar a panfagia espiritual, que afasta de nós todos os sentidos da vida e abarca todos os males e bens identificados por Krishna. O que se dá é sempre o que se come, a sexualização sublime. É comer o celibato enfiando o barômetro na bucetapau do andrógino. De espiritual, ele se torna eleito e cria inimizades. Afetante, o ardor. Especulante, a gnose. Via-se e fere-se. Aviltamos a chegada. A alta antropomagia na beatitude das liturgias todas - a veja, a usa, a lúnia, o assinato. Benção dos chamados cultos populares e crísticos, é com elas que agimos. De Andrade's estarão sempre unidos na eternidade. Masturbaína.ComBandeirantes cantando as onze milhões de pessoas na praia grande, ao redor da estátua de Iemanjá, - a mãe de santo pula 8 ondas e 17 conchas. A nossa interdependência já foi clamada. Frase típica de político da Ditadura após o fim(sic) da mesma: - Estupra mas não mata que eu também quero me divertir! Expulsamos os milicos. É preciso expulsar o espírito populista, as ordenhações dos artistas e o lobby dos ecólatras.Com a sociedade híperrealista, nua frente às câmeras com seus oprimidos de bolso, castrada por Mcluhan e Bauman - a surrealidade sem simplexos, louca e rouca, prostitutas bonitas pra namorar Bandeira e Cioran e claustros só para os heremitas alegres do filiarcado na Pindaíba.

f? de andrade
em Pompéia Ano 80 do Vômito do cancro.

OCOR com Fagus


imprecindível o uso de fones de ouvido!?
"Queremos o silêncio que insiste que berremos nossas escutas"
Atravessamos a oca com a sensação de que o mesmo movimento que refez a acústica pau-a-pique no baldaquino modernista houvera de implodir o samba no seio de sua estrutura ausente, ritmosmose legada a uma caixa de fósforos que não serão acesos por ausência de fricção. O Sol se punha no dia 05 de Agosto de 2008 quando já não o víamos, mas o ouvíamos, no cerne do museu à fila para o cubo anecóico. Não tenho nada a traduzir e estou criando.
“Vocês têm um minuto” Disse a psicopompa dos corpos enfileirados para o salto no vazio... Com o sub-bufo da dupla porta cerrando o ar caiu. Regência da acusfera, subjetividade suspensa sobre o silêncio. A diletância atirando os corpos de volta às c’almas como coleção de empiremas, partituras de mantras, série tácita dos aurais, fractais harmônicos dos limites n’aguçadez aguda e grave gravidade. Despressurizados os tímpanos, a mandíbula mastiga os nervos da fronte que fazem torcer todos os desenhos dos tendões, as linhas finas se quebram no halo da auréola, reetabelecendo pela implosão a densidade da escuta à sala. Às retinas e às unhas vão as proteínas do açaí. De onde os ventos que movem a copa dos cabelos? Por onde os ossos obedecem os músculos e estes à carne? Como mantivemos tudo a pulsar até hoje? Pela língua?!
De volta à fila percebemos que o gravador zoom ligado durante todo o procedimento só capturara um som, o de seu próprio corpo. Doze rotações por minuto de seu processador que demora 4’33” para carregar o sistema operacional. A idéia de uma composição eletroacústica esbarra em última instância no campo de escuta da própria eletricidade, que jamais silencia. As agulhas do microfone vibram fazendo tremer o aparelho que o contêm e o organismo que o segura a não mais que metro do chão. Como em nós o nerval do estômago reverbera todo o diafragma, nele os limites da placa gestam um biorritmo de silíncio e solda em frenesi mercurial. We’re not the robots! Só engrena gens. Três goles de água de beber, “Vocês têm um minuto?” e compreendo o valor do hábito feito vício... O burburinho externo invade como rumor, a câmara se reduz a útero e a ilusão tácita reverte-se. Já não nos esforçamos para ouvir algo no vão, mas em calar a própria escuta. Ensaio de sondagem, os corpos dançam as articulações dos sons sob os sons(hipoaudio). Escuta do improviso que somos quando temos de ser-nos, composição dos afetos compositores da regência, performance sem obra e intérprete sem musa.
Vocês: um minuto. Hoje quando o Sol nascia, nos reunimos e passamos o som das analogias ao forma ato di-gital de alta qualidade(aiff96Khz) para o computador de Daniel onde aumentamos o volume das três faixas o máximo possível(de maneira linear) e os pusemos lado a lado no falante direito. Depois os enlerdamos em 333% usando um logaritmo Fourier de alta velocidade em similutede para sobrepôr(no volume original) ao falante esquerdo. A composição eletroacústica fala destas conversões analógico-digitais dialéticas (in patho-logic) sobre a captação do corpo ensimesmado dum gravador qualquer como se pudessemos jurar que as palavras nos ouvissem. O meio não é o sujeito sonoro, mas está sujeito ao som sendo sua estratificação última após a breve passagem pela matéria nos corpos. Exercitamos o devir do foco de escuta através da remixagem das faixas de equalização em dois altermovimentos, si e o outro... Ali onde o som implode em ruído e do vácuo faz nascer o ventinho que atormenta Gilberto. A música enquanto retórica de sons e silêncios põe a musicologia no âmbito de uma gramatologia das durações, e a filosonia como pressuposto básico de uma sonística numa vivência reflexiva das intensidades sonoras por seus próprios métodos. Nova noise, para ouvir o furor elétrico da acústica seria necessário saber-se, com e no outro, em contínuo ocor.
Ou como quando Fagundes quis explicar pra dançarina Julia(sua noiva) e pro filósofo Guilherme do Vale sobre o que passamos, preferiu contar que quando a casa de seu avô queimou e este foi perguntado o que guardou do ocorrido sua única resposta: “O fogo”.
"Que não seja eterno porto que é chama, mas enfim nito em quanto lhures"

Lady MacLaura



haveria de ser síncope, palco
luzes! ... luzes! ... apaguem-se!
estas marcas, mãos minhas...
desfeitas cores das tuzes
do que cresce de mim
vaticínio em morte ancoradas
...
assina a sorte do nome
carregado feito útero seco
depassado
sôcumbe inébria
fílias e pélegas
por quais domínios morfetizada
nossa mascará

hás de morrer velhice
nesta búsqueda de viver
... juventude
fiz, mas só...
...
ai! o que não pude
tu, de entoar rasgou-se ao canto
e emparedaste natura incólume
da dúvida, barro e brio
da tua adega enluarada
viduvial escárnio do crânio do poeta
talha acalanto ádaga
o destino arrematado
lumnescência deste acto
par forma per fídias
incandemnia essentia
logla ero aíí... eón
heroé! deslacionados os prantos
de cada duplo por em mim
estirados marco
pois esticadas rugas
lisuras os meus rasgos

A Vila e Os Lobos





primeiro movimento: a vila
1 padre não consegue dormir, 1 padeiro põe a massa na fornalha, 3 filósofos se reúnem, 9 pedreiros, 2 eletricistas, 4 mecânicos, 6 poetas líricos, 2 poetas malditos sendo 1 laureado, 13 ascetas, 7 heremitas, 12 crianças, 11 cozinheiros, 5 legisladores, 78 trabalhadores braçais, 8 escultores, 1 xamã, 14 músicos, 17 músicos procuram por 1 compositor, 15 burocratas, 16 policiais mas nenhum bandido, 2 pai de santos, 19 roçeiros trancaram suas portas e as marcaram com sangue de novilho, 10 viúvas, 18 jovens perdidos na noite que se silencia, 1 mãe consola seus 2 bebês que choram, 21 mendigos fogem rumo ao norte, 3 mulheres excluídas arrastam 1 compositor(Ernesto) e cozinham sua carne sob a lua.

segundo movimento: os lobos
os lobos cercam a vila
os lobos estraçalharam a vila
um a um e todos
restando somenta as crianças
... quando nasce o dia,
a loba mais velha vêm e amamenta-os

Agrippino em Ixtlan


-Göebels, primeiro mundo!