
Polifonia Desgraçada {para treze vozes}

Ruidocracia

Cyberplundemy Simplexus
dedicado a John Oswald & de Andrades.
processo:
1.After knowing about download all of John Oswald's work available on his websites: http://www.plunderphonics.com & http://www.pfony.com
2.Listen to everything 11 times in 2 days meanwhile reading his statements and interviews.
3.Edit a cyberphony with the plexoristic material added to the "Ode, Os Primaveris Cortes" as background.
4.Gather the imagery from the website and make a label.
5.Listen to the "Simplex" composition acquired in the step [3] 9 times meanwhile reading Oswald de Andrade's "Manifesto Antropofágico".
6.Transwrite it while listening to "Simplex" for at last 5 times.
7.Translate it on Babylon web translator to english.
8.Post it here and on the blog.
9.Write a thanking letter to John Oswald for his works.
Sorrateiros... rota otar tora
ator rato taro
Catiti, Catiti
escarra nesta boca que te beija
Hécate! Iód Rà she in Váu Ri
O nove(IX) é a prova da alegria.
Do filiarcado na Pindaíba.
f? de andrade
em Pompéia Ano 80 do Vômito do cancro.
OCOR com Fagus
imprecindível o uso de fones de ouvido!?
De volta à fila percebemos que o gravador zoom ligado durante todo o procedimento só capturara um som, o de seu próprio corpo. Doze rotações por minuto de seu processador que demora 4’33” para carregar o sistema operacional. A idéia de uma composição eletroacústica esbarra em última instância no campo de escuta da própria eletricidade, que jamais silencia. As agulhas do microfone vibram fazendo tremer o aparelho que o contêm e o organismo que o segura a não mais que metro do chão. Como em nós o nerval do estômago reverbera todo o diafragma, nele os limites da placa gestam um biorritmo de silíncio e solda em frenesi mercurial. We’re not the robots! Só engrena gens. Três goles de água de beber, “Vocês têm um minuto?” e compreendo o valor do hábito feito vício... O burburinho externo invade como rumor, a câmara se reduz a útero e a ilusão tácita reverte-se. Já não nos esforçamos para ouvir algo no vão, mas em calar a própria escuta. Ensaio de sondagem, os corpos dançam as articulações dos sons sob os sons(hipoaudio). Escuta do improviso que somos quando temos de ser-nos, composição dos afetos compositores da regência, performance sem obra e intérprete sem musa.
Vocês: um minuto. Hoje quando o Sol nascia, nos reunimos e passamos o som das analogias ao forma ato di-gital de alta qualidade(aiff96Khz) para o computador de Daniel onde aumentamos o volume das três faixas o máximo possível(de maneira linear) e os pusemos lado a lado no falante direito. Depois os enlerdamos em 333% usando um logaritmo Fourier de alta velocidade em similutede para sobrepôr(no volume original) ao falante esquerdo. A composição eletroacústica fala destas conversões analógico-digitais dialéticas (in patho-logic) sobre a captação do corpo ensimesmado dum gravador qualquer como se pudessemos jurar que as palavras nos ouvissem. O meio não é o sujeito sonoro, mas está sujeito ao som sendo sua estratificação última após a breve passagem pela matéria nos corpos. Exercitamos o devir do foco de escuta através da remixagem das faixas de equalização em dois altermovimentos, si e o outro... Ali onde o som implode em ruído e do vácuo faz nascer o ventinho que atormenta Gilberto. A música enquanto retórica de sons e silêncios põe a musicologia no âmbito de uma gramatologia das durações, e a filosonia como pressuposto básico de uma sonística numa vivência reflexiva das intensidades sonoras por seus próprios métodos. Nova noise, para ouvir o furor elétrico da acústica seria necessário saber-se, com e no outro, em contínuo ocor.
Ou como quando Fagundes quis explicar pra dançarina Julia(sua noiva) e pro filósofo Guilherme do Vale sobre o que passamos, preferiu contar que quando a casa de seu avô queimou e este foi perguntado o que guardou do ocorrido sua única resposta: “O fogo”.
Lady MacLaura
haveria de ser síncope, palco
luzes! ... luzes! ... apaguem-se!
estas marcas, mãos minhas...
desfeitas cores das tuzes
do que cresce de mim
vaticínio em morte ancoradas
...
assina a sorte do nome
carregado feito útero seco
depassado
sôcumbe inébria
fílias e pélegas
por quais domínios morfetizada
nossa mascará
hás de morrer velhice
nesta búsqueda de viver
... juventude
fiz, mas só...
...
ai! o que não pude
tu, de entoar rasgou-se ao canto
e emparedaste natura incólume
da dúvida, barro e brio
da tua adega enluarada
viduvial escárnio do crânio do poeta
talha acalanto ádaga
o destino arrematado
lumnescência deste acto
par forma per fídias
incandemnia essentia
logla ero aíí... eón
heroé! deslacionados os prantos
de cada duplo por em mim
estirados marco
pois esticadas rugas
lisuras os meus rasgos
A Vila e Os Lobos
primeiro movimento: a vila
1 padre não consegue dormir, 1 padeiro põe a massa na fornalha, 3 filósofos se reúnem, 9 pedreiros, 2 eletricistas, 4 mecânicos, 6 poetas líricos, 2 poetas malditos sendo 1 laureado, 13 ascetas, 7 heremitas, 12 crianças, 11 cozinheiros, 5 legisladores, 78 trabalhadores braçais, 8 escultores, 1 xamã, 14 músicos, 17 músicos procuram por 1 compositor, 15 burocratas, 16 policiais mas nenhum bandido, 2 pai de santos, 19 roçeiros trancaram suas portas e as marcaram com sangue de novilho, 10 viúvas, 18 jovens perdidos na noite que se silencia, 1 mãe consola seus 2 bebês que choram, 21 mendigos fogem rumo ao norte, 3 mulheres excluídas arrastam 1 compositor(Ernesto) e cozinham sua carne sob a lua.
segundo movimento: os lobos
os lobos cercam a vila
os lobos estraçalharam a vila
um a um e todos
restando somenta as crianças
... quando nasce o dia,
a loba mais velha vêm e amamenta-os






