http://auricultura.tumblr.com/ | http://fruido.pravida.org | http://filosonias.pravida.org | http://kcah.hotglue.me | http://twitter.com/filosoniaMudamos de endereço. We've changed. Filosonias, fruidos, auricultura...
http://auricultura.tumblr.com/ | http://fruido.pravida.org | http://filosonias.pravida.org | http://kcah.hotglue.me | http://twitter.com/filosoniaPROUSIT!
PROUSIT!
liqüifonia em três copas
Não sabê-la
2. E seu maior defeito?
Procurá-la
3. A característica mais importante em um homem?
Morrer
4. E em uma mulher?
Viver
5. O que você mais aprecia nos seus amigos?
Seu envelhecimento
6. Sua atividade favorita é...
Tocar
7. Qual é sua idéia de felicidade?
Harmonia sinestética transfísica
8. E o que seria a maior das tragédias?
Auto engano
9. Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo?
O outro
10.E onde gostaria de viver?
No AquiAgora(dasein)
11.Qual sua cor favorita?
Som
12.Uma flor?
Lótus
13.Um pássaro?
Beija Flor
14.Seus autores preferidos?
Eclesiastes e Heráclito
15.E os poetas de que mais gosta?
Kolyniak e do Vale, Mallarmé, Eliot, Pound, Campos, Arnaut Daniel,
16.Quem são seus heróis de ficção?
Fiódor Stelaudi, Horselover Fat, Jesus, Flüsser Mclutho
17.E as heroínas?
Ceres, Cassandra e Phaedra
18.Seu compositor favorito é...
O Arcano IIII
19.E os pintores que você mais curte?
Dalí, Da Vinci, Mondrian, Stockhausen, Schöenberg,
20.Quem são suas heroínas na vida real?
Catherine Clement, Hilda Hilst, Estamira
21.E quem são seus heróis?
John Cage, Xenakis, Smeták
22.Qual é sua palavra favorita?
Bsumila Axé Elán It
23.O que você mais detesta?
Perversidade
24.Quais são os personagens históricos que você mais despreza?
Todos que almejaram se tornar tal
25.Quais dons da Natureza que você gostaria de possuir?
A paciência do tempo
26.Como você gostaria de morrer?
Dançando e cantando
27.Qual seu atual estado de espírito?
Melancolia
28.Que defeito é mais fácil perdoar?
Vício e dependência
29.Qual é o lema da sua vida?
Gnoise
Hallelujah e a Máquina de Comunicar Graças
Idéias Perigosas
algo sob o cais
A Corda Quetzacoatl
Uma instalação interventiva para uma poética-ecológica menor.
PARA a Transformação do espaço
& preparação do INDIVÍDUO COMO corpo público
Uma passagem. É a passagem quem (em(caminha... Na passagem, todos caminham Pode ser por um túnel, por uma caverna, um esôfago, uma traquéia cada qual um caminho, cada um uma passagem,ninguém escapa Todos por seus caminhos. Obscuridão, transpassagem só revelada ao vê-la oculta –
A imersão do público num espaço de transição psico-física, da esfera cotidiana para o rito do espetáculo, da heteronomia das referências objetais para iniciar um “processo” de captação/atenção. A criação de um programa-e-squizo (as geografias de passagem, as medidas infinitas dos tópos, o bicho-geográfico, atingir o nervo rizomático) – meditação para a contemplação ativa, impermanência
nós, o público, entramos no teatro.
“Sem ligação alguma, enquanto multidão outra vez”
DESCRIÇÃO TÉCNICA DA INSTALAÇÃO & DO PROCESSO DE MONTAGEM
- Quetzalcoatl
:Uma passagem no saguão de entrada do anfiteatro do Sesc Pompéia que ocupe sua lateral direita, oposta a entrada dos banheiros, onde se cria um espaço de imersão na escuridão.A da estrutura de passagem será composta por lona, na extensão de XX metros no comprimento do saguão do anfiteatro, coberta por tecidos e pinturas a serem estipuladas e executadas pelos artistas.Plantas em geral (vasos de plantas, artificiais e naturais) dispostas ao longo da . Haverá a mesma disposição destas plantas no interior da passagem.O chão é composto por materiais escolhidos pelos artistas segundo o critério sonoro e olfativo dos mesmos, na criação de uma textura sinestésica do ambiente para potencializar a experiência da construção de uma percepção e uma memória por vibrações complexas do espaço físico e psicológico do passante.
- A Corda:Se inicia na entrada do SESC, descendo a rampa principal em direção ao anfiteatro. Esta, por sua vez, adentra o espaço da obra até o seu final.Esta corda será feita por uma grande variedade de objetos, tais como: roupas usadas e retalhos de tecidos, brinquedos, livros, fios variados, sucatas, panelas, objetos pessoais, correntes, plantas artificiais, sacos de lixo vazio, sacos de compras entre outros badulaques de nosso fabuloso cotidiano.
- O Som:Dois monitores de referência serão dispostos, um na entrada da instalação e outro no final dela, ambos voltados para dentro da passagem.Quatro monitores de referência serão dispostos no meio da passagem, sendo dois voltados para a entrada e os outros dois voltados para a saída.Um microfone será instalado no centro da passagem, suspenso acima da cabeça dos passantes, pelo qual se captará os ruídos ambientes. Estes sons serão reproduzidos pelos monitores de referência, levemente alterados por equipamentos eletroacústicos.Previamente, criar-se-á trilhas de escuta sob(re) platôs sonoros, onde se vislumbrará paisagens musicais e a ilusão contínua de silêncios. Estas gravações da cidade, de corpos, de túneis, de caminhadas, de objetos agindo no universo. Os platôs ou ilhas sonoras, serão tocadas ao acaso durante o ocaso da instalação, gerando um ruído passageiro.Continuidade de rupturas: silêncios, gravações prévias e sons produzidos durante a caminhada, formarão o contexto rítmico-afetivo da passagem. A dança dos timbres nômades pelos tempos e pelo espaço dos corpos, melodia dos elementos.
Ruidocracia

A Tediosa Desventura Sucedida a Fiódor Stelaudi, na Cidade, Durante o Inverno
por princípio, tomado de tal ócio
Face Sonora e Maquiagem Musical
a via ou a via
de esperas

há um olho em cada janela
aren't point directly straight at you
OCOR com Fagus
imprecindível o uso de fones de ouvido!?
De volta à fila percebemos que o gravador zoom ligado durante todo o procedimento só capturara um som, o de seu próprio corpo. Doze rotações por minuto de seu processador que demora 4’33” para carregar o sistema operacional. A idéia de uma composição eletroacústica esbarra em última instância no campo de escuta da própria eletricidade, que jamais silencia. As agulhas do microfone vibram fazendo tremer o aparelho que o contêm e o organismo que o segura a não mais que metro do chão. Como em nós o nerval do estômago reverbera todo o diafragma, nele os limites da placa gestam um biorritmo de silíncio e solda em frenesi mercurial. We’re not the robots! Só engrena gens. Três goles de água de beber, “Vocês têm um minuto?” e compreendo o valor do hábito feito vício... O burburinho externo invade como rumor, a câmara se reduz a útero e a ilusão tácita reverte-se. Já não nos esforçamos para ouvir algo no vão, mas em calar a própria escuta. Ensaio de sondagem, os corpos dançam as articulações dos sons sob os sons(hipoaudio). Escuta do improviso que somos quando temos de ser-nos, composição dos afetos compositores da regência, performance sem obra e intérprete sem musa.
Vocês: um minuto. Hoje quando o Sol nascia, nos reunimos e passamos o som das analogias ao forma ato di-gital de alta qualidade(aiff96Khz) para o computador de Daniel onde aumentamos o volume das três faixas o máximo possível(de maneira linear) e os pusemos lado a lado no falante direito. Depois os enlerdamos em 333% usando um logaritmo Fourier de alta velocidade em similutede para sobrepôr(no volume original) ao falante esquerdo. A composição eletroacústica fala destas conversões analógico-digitais dialéticas (in patho-logic) sobre a captação do corpo ensimesmado dum gravador qualquer como se pudessemos jurar que as palavras nos ouvissem. O meio não é o sujeito sonoro, mas está sujeito ao som sendo sua estratificação última após a breve passagem pela matéria nos corpos. Exercitamos o devir do foco de escuta através da remixagem das faixas de equalização em dois altermovimentos, si e o outro... Ali onde o som implode em ruído e do vácuo faz nascer o ventinho que atormenta Gilberto. A música enquanto retórica de sons e silêncios põe a musicologia no âmbito de uma gramatologia das durações, e a filosonia como pressuposto básico de uma sonística numa vivência reflexiva das intensidades sonoras por seus próprios métodos. Nova noise, para ouvir o furor elétrico da acústica seria necessário saber-se, com e no outro, em contínuo ocor.
Ou como quando Fagundes quis explicar pra dançarina Julia(sua noiva) e pro filósofo Guilherme do Vale sobre o que passamos, preferiu contar que quando a casa de seu avô queimou e este foi perguntado o que guardou do ocorrido sua única resposta: “O fogo”.
Se ruma nu
sua sacada sêmen-nua e crua
me aterra per-plexo do cóx à ponta-cabeça
que cú, que saco, afinal que porra marrom é essa?
chama carne
és pele
gozo tântalotântrico senriso, há risco
masco limos
senexo do coração da Íbis
saber-se macho caduca pós-trata
saber-se cor pó doutra escuta
mãos aos olhos, púbico!
uma multidão desce as escadas exibindo não suas partes, mas seus todos íntimos
ars, a puta labuta
bosta do ver-me entre o pau-cú
há uma cabeça invisível nos ombros das nádegas
porque houvemos de cagar ideais pelos cabelos
Sê
{Primeiro Movimento - Largo para ser lido em 12 minutos}
(onde lê-se o poema do poeta)
já!
na if
a via
pós se
bíles
ties
sê e se e se e se e se e se e se e ou
a rás abre os poros digitais
mas é alho o cheiro que perdura em minhas mãos
{Segundo Movimento - Andante para ser lido em 6 minutos}
(onde o poema se desdobra noutro pelo filósofo como resposta ao amigo poeta distante)
do espelho vazado
que impregnou feito filtro
do que não nos pertence
mas nos é?
de posse e dom
a net uno
cem tau
qual a overmundose poética?
heraclítica eclipséptica
é geo ambífiuo calcanhar
{Terceiro Movimento - Furioso para ser lido em 2 minutos}
(onde o crítico(baltasar graciano) faz a hexegese de ambos os textos verso a verso e mata o poema do poeta como já temia o aforismo do filósofo)
Já no primeiro verso interjectivo vê-se a conectividade hipermidiática do pós (des)estruturalismo. "Sê.Já!" poderia muito bem caber como uma transcriação típica do concretismo do "Da.Sein!" fenomenológico.
No segundo verso podemos vislumbrar a variação linguística típica de autores pós-globais(vide a arquitetura de Buckminster Füller e a pintura de Paul Laffoley) ao mesmo tempo que a feminização da conjunção interrogativa(se=if) emprostadas como o princípio imediato(já) de inocência e ingenuidade(naïf).
Havia a via, ou "no meio da pedra tinha um caminho" como deixou claro o músico e o performer na sua opereta andante "Parang Olé para A CosmoPedra". Não nos esqueçamos que neste momento biográfico da poesia, o poeta estava em chamas exposto à ágora.
No quarto e quinto verso o poema dilata e toma uma densidade dimensional mais fulgurante: se na instantaneidade somos naïf haveria um caminho para além do se na ilusão de possuir-se algo que não às próprias vísceras?
"Ties" clarifica os elos entre duas línguas numa mesma linguagem novamente, amarra gravatas com bíles, as possibilidades todas de uma leitura de existir(Pós-se-bíles-ties).
A conclusão do ego cogitant(sei) leva à escadaria mallarmeana onde a existência jorra(seio) à escolha contínua na problemática mística da cibernética que joga ao abismo a dramóia elizabetana, ser ou... Ou é preciso que o poeta retorne ao seu cotidiano com doçura e perceba que a limpeza de seu lar rasgou-lhe a pele mas o que impregna nos odores são os sabores do que o alimentou.
Deste tocante não poderíamos esperar outro desenvolvimento que não fosse a retomada das raízes do pensamento poético, na figura ambígua do corte ao calcanhar, as asas herméticas e o cochear edípico. A bota é o próprio caminho de Grécia a Roma, de Posseidon(marcho protetor) a Netuno(oceuanus estuprador). Caminho severo dos deuses à praça púbica.
É inegável que o filósofo tenha usado tais imagens de modo a focar "a via naïf" como o próprio cerne de todo clacissismo(luta de classes). Isto é ainda mais óbvio com a citação explícita do poema Ecliplepsepsética da grande Heraclítores de Lesbos:
falo o que te escuto, Adonis
não merecerias outra morte que não o punhal
safo há de queimar-me
e será ódio todos os nossos amores
a mão que excita é a mesmo que te crava
a boca que larga a mesma que te cita
por isto sorri e ri arcadas convulsionadas
destas ancoradas espaldas
...
{Quarto Movimento - Presto em Sol Menor}
(onde as com ementas máscaras compuradores do coro comem tais dores)
EXU TRANCA RUA:belíssimo poste!
marco com meu mijo
buceta pau rijo foste
belas imagens, quase fotos
vá lá dá-me teu voto
EXU SETE PORTAS:ano de eleição poesilítica
apodreçamos nos parnasos
que não reste refúgio nem ao virtual
IEMANJÁ:doçura te abandona
por temer os laços de metal
mas é sal a pele suada
e o beijo do cansaço
OXUMARÉ:mariposa,
é preciso que depois de tudo termos conseguido
seja por mérito, esforço ou amor
que atiremos ao fogo
OXALUFÃ:come pipoca pra bíles, zifí!
{Quinto Movimento - Alegro Maestoso em Sol Maior}
(onde os leitores-comentadores de fato criam a obra)








