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Mudamos de endereço. We've changed. Filosonias, fruidos, auricultura...


Descrição
Aura de uma escuta através dos ruídos. De composição eletrônica digital e sonorizações esquizo acústicas. Silêncios musicais e corpos acústicos. Aura of a listening througout noises. The composition digital - electronics and schizo acoustics sonorizations. Musical silences and acoustic bodies.

nós, fera+tu




para áudio sincado de play nos dois ao mesmo tempo e tire o som do vídeo

PROUSIT!

PROUSIT!
liqüifonia em três copas


“As pessoas querem aprender a nadar e ter um pé no chão ao mesmo tempo.”
Marcel Proust(1871-1922)

Esboço para um libretto feito sob encomenda de Anna Maria Kieffer sobre os demônios de Pound intervindo na ascensão de Proust ao céu. Acabamos por enveredar por caminhos outros na pesquisa e o libretto fica disponível a quem possa interessar.
Abaixo, respondo o famoso questionário Proust, cujo o próprio autor respondeu com 13 e 21 anos.

1. Qual é sua maior qualidade?
Não sabê-la
2. E seu maior defeito?
Procurá-la
3. A característica mais importante em um homem?
Morrer
4. E em uma mulher?
Viver
5. O que você mais aprecia nos seus amigos?
Seu envelhecimento
6. Sua atividade favorita é...
Tocar
7. Qual é sua idéia de felicidade?
Harmonia sinestética transfísica
8. E o que seria a maior das tragédias?
Auto engano
9. Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo?
O outro
10.E onde gostaria de viver?
No AquiAgora(dasein)
11.Qual sua cor favorita?
Som
12.Uma flor?
Lótus
13.Um pássaro?
Beija Flor
14.Seus autores preferidos?
Eclesiastes e Heráclito
15.E os poetas de que mais gosta?
Kolyniak e do Vale, Mallarmé, Eliot, Pound, Campos, Arnaut Daniel,
16.Quem são seus heróis de ficção?
Fiódor Stelaudi, Horselover Fat, Jesus, Flüsser Mclutho
17.E as heroínas?
Ceres, Cassandra e Phaedra
18.Seu compositor favorito é...
O Arcano IIII
19.E os pintores que você mais curte?
Dalí, Da Vinci, Mondrian, Stockhausen, Schöenberg,
20.Quem são suas heroínas na vida real?
Catherine Clement, Hilda Hilst, Estamira
21.E quem são seus heróis?
John Cage, Xenakis, Smeták
22.Qual é sua palavra favorita?
Bsumila Axé Elán It
23.O que você mais detesta?
Perversidade
24.Quais são os personagens históricos que você mais despreza?
Todos que almejaram se tornar tal
25.Quais dons da Natureza que você gostaria de possuir?
A paciência do tempo
26.Como você gostaria de morrer?
Dançando e cantando
27.Qual seu atual estado de espírito?
Melancolia
28.Que defeito é mais fácil perdoar?
Vício e dependência
29.Qual é o lema da sua vida?
Gnoise

radiowerkheadkraft

acompanha o drink Headwerk feito com 30ml de cachaça DJ batido com 5ml de Curaçao Azul, um quarto de limão, dois ramos de hortelã e 7 cubos de gelo. Preencha o copo de 300ml com Soda Limonada.

Teleonomy {or Mabuse Undressing}

composition for the Moozak MZK#002 release
Teleonomy is the quality of apparent purposefulness and of goal-directedness of structures and functions in living organisms that derive from their evolutionary history and adaptation for reproductive success. The term was coined to stand in contrast with teleology, which applies to ends that are planned by an agent which can internally model/imagine various alternative futures, which enables intention, purpose and foresight. A teleonomic process, such as evolution, produces complex products without the benefit of such a guiding foresight. Evolution largely hoards hindsight, as variations unwittingly make "predictions" about structures and functions which could successfully cope with the future, and participate in an audition which culls the also-rans, leaving winners for the next generation. Information accumulates about functions and structures that are successful, exploiting feedback from the environment via the selection of fitter coalitions of structures and functions. Teleonomy is related to past effects instead of present purpose.

Hallelujah e a Máquina de Comunicar Graças


Gaze, 2020
do coro dos Jahmanistas ao príncipe de Mazoquisrahel

“Aos que tanto deram à terra o seu nome, de territórios numismáticos aos procederes emblemáticos, reivindicaremos como inimigos aqueles mesmos que tratarem o outro como fora do paraíso mundano – eis que vemo-nos perdidos e rendidos ante Barruch e seu pequeno projeto político-afetivo de um caldeirão: a mistura poliedral.”

“Muros, muros, muros. Até quando os lamentaremos?”
Ditado Sufi Ciente

Viemos por meio. Esta maquinaria de graças. Abrir as codificações das escrituras enquanto desmistificação das misturas. Um descarrego do enaltecimento pavoneônico, pletora crua nervo expossatura. Quantos cantos gritados por um Deus Só?
Li

Chama dos olhos, chumaços semimanentes, luz computadora. Abacaismos intensificus.Não deixai cair o pingüim na janela piramidal ou comer a maçã podre de papel moeda.Que haja sempre um coo a ler à maquinança não fazer fuligemaça. Permite-nos quedar atentos à amplitude e depressões senoidais do silíncico. Ó, grão ínfimo a nular-nos, ainda menores e mais que ti. Não deixai estrutura ausente que cipó balão me leve das satelizares ao e-meio-ato. Býòs, antes de tudo fragilidad grafa coélios. Ignorância prouvir. Polir as linhas desmontagens dos para-choques. Lustrar a colisão. Da bolsa, da máquina, desejo autômato autônomo, Baal CRA$H!

80

Ninguém se quer vil-me engraxar os sapatos do touro do Inferno de UOL-Street. Ufonia e ufanoplastia naïf xenonfobica – hesitação da graça alienígena. Enlaçar-se pelas periferias e quebradas do disco-vocador. O outro, a loucura, divina solidão. Técnicas de transmigração: (…) this form is performed by standing on one leg and is known for two-handed grabbing technique "lo kiu"-of pressure points & for his limp during his fighting technique & powerful right leg.

Enquanto se está na elaboração constante de seu delírio metódico, a idiotia é a melhor política de perseguir a beatitude. Agrodescer à Têrrors por manter-se onde possamos o perceder, mas sobre nós não atuar. Sulco cupídico diz as mitomanias humanas. E prece, di assem lux:

“Apocalipse onde Santa Meretriz, ao comer a flor de Hallelujah, encontra Li, o dragão de pedra sem chifres, bebendo 51 garrafas de cachaça metal para amamentar a base eclipsoidal de seu bafo de fogo, e ela o lambe. Li, caverna de dragão-serpente, bafeja quando logo entorpecem-se em seu hálimento. Brinca consigo a esmo. Noites mais tarde, raia o everfescente. Ela não mais o reconhece. Ele sai saltitante, batendo contra as nádegas e rins com as mãos, delisse como um farto homem plácido do campo.”

Estes cálculos nos fins reais pela acupressura das massas e suas distâncias patogênicas. A depuração e a irrigação pelo barro da seiva bruta e escura interestelar. Manófloris inseptica existentia: taoquimía da revelação fotofágica – órganogozoomia. Os seres nos passes das posturas.

Qual será uma jurisprudência insana ou insanidade justa? Há lar nas veias do dragão...
A L E L U I A S


DOC

Idéias Perigosas

Meditação Sobre um Abraço Mundial




gravação da casa esvaziada na tarde de 31.01.2009




órbita órfica para o dispositivo experiência

algo sob o cais

partilho

clareira metálica para a voz de Gabriel Rath Kolyniak na casa das rosas no aniversário da cidade de São Paulo, 25.01.2009 às 17horas...


ilustrações de Isadora Ferraz

A Corda Quetzacoatl

Uma instalação interventiva para uma poética-ecológica menor.

“(...) descer um pouco mais alto como fazem as corujas.”

PARA a Transformação do espaço
& preparação do INDIVÍDUO COMO corpo público

                Uma passagem. É a passagem quem (em(caminha... Na passagem, todos caminham Pode ser por um túnel, por uma caverna, um esôfago, uma traquéia cada qual um caminho, cada um uma passagem,ninguém escapa Todos por seus caminhos. Obscuridão, transpassagem só revelada ao vê-la oculta –

A imersão do público num espaço de transição psico-física, da esfera cotidiana para o rito do espetáculo, da heteronomia das referências objetais para iniciar um “processo” de captação/atenção. A criação de um programa-e-squizo (as geografias de passagem, as medidas infinitas dos tópos, o bicho-geográfico, atingir o nervo rizomático) – meditação para a contemplação ativa, impermanência
(...)
No final, ao cessar da corda,
nós, o público,
entramos no teatro.

“Sem ligação alguma, enquanto multidão outra vez”

DESCRIÇÃO TÉCNICA DA INSTALAÇÃO & DO PROCESSO DE MONTAGEM

  • Quetzalcoatl:Uma passagem no saguão de entrada do anfiteatro do Sesc Pompéia que ocupe sua lateral direita, oposta a entrada dos banheiros, onde se cria um espaço de imersão na escuridão.A da estrutura de passagem será composta por lona, na extensão de XX metros no comprimento do saguão do anfiteatro, coberta por tecidos e pinturas a serem estipuladas e executadas pelos artistas.Plantas em geral (vasos de plantas, artificiais e naturais) dispostas ao longo da . Haverá a mesma disposição destas plantas no interior da passagem.O chão é composto por materiais escolhidos pelos artistas segundo o critério sonoro e olfativo dos mesmos, na criação de uma textura sinestésica do ambiente para potencializar a experiência da construção de uma percepção e uma memória por vibrações complexas do espaço físico e psicológico do passante.
  • A Corda:Se inicia na entrada do SESC, descendo a rampa principal em direção ao anfiteatro. Esta, por sua vez, adentra o espaço da obra até o seu final.Esta corda será feita por uma grande variedade de objetos, tais como: roupas usadas e retalhos de tecidos, brinquedos, livros, fios variados, sucatas, panelas, objetos pessoais, correntes, plantas artificiais, sacos de lixo vazio, sacos de compras entre outros badulaques de nosso fabuloso cotidiano.
  • O Som:Dois monitores de referência serão dispostos, um na entrada da instalação e outro no final dela, ambos voltados para dentro da passagem.Quatro monitores de referência serão dispostos no meio da passagem, sendo dois voltados para a entrada e os outros dois voltados para a saída.Um microfone será instalado no centro da passagem, suspenso acima da cabeça dos passantes, pelo qual se captará os ruídos ambientes. Estes sons serão reproduzidos pelos monitores de referência, levemente alterados por equipamentos eletroacústicos.Previamente, criar-se-á trilhas de escuta sob(re) platôs sonoros, onde se vislumbrará paisagens musicais e a ilusão contínua de silêncios. Estas gravações da cidade, de corpos, de túneis, de caminhadas, de objetos agindo no universo. Os platôs ou ilhas sonoras, serão tocadas ao acaso durante o ocaso da instalação, gerando um ruído passageiro.Continuidade de rupturas: silêncios, gravações prévias e sons produzidos durante a caminhada, formarão o contexto rítmico-afetivo da passagem. A dança dos timbres nômades pelos tempos e pelo espaço dos corpos, melodia dos elementos.

Ruidocracia

É sempre bom ver um neologismo seu se proliferar
ruidocracia
{estudo para o arcano XIII}
[1+12=13]Dentro da democracia dos signos não há espaço possível para o ruído, relegado à mera função de interferência ou adorno no paisagismo. Com isto sacrifica-se à margem qualquer possibilidade de sondagem profunda do ruir em si mesmo quando parte-se da linguagem.
[2+11=13]O signo do ruído é o cerne da tecnicologia dos dois extremos controles do demo(massa) aurais: No religar semiótico, permite aos ciclopes a contemplação da própria morte(XIII) ao mesmo tempo que os atira na surdez das iterações(progressões de redundâncias timbrísticas), eterno retorno da escala ao paraíso perdido da harmonia subjetiva(Ninguém me acertou). Já nas políticas simbólicas, gera os limiares das interações materiais dos objetos sonoros seja pela imanência heurística que transmuta o ruído novamente em sonema, como pela homeostasia dos sistemas musicais que imprime o foco tonal à redundância sonora de acordo com as dinâmicas entrópicas da rede.
[3+10=13]Podemos então falar de um ciclo de três modos de escuta do ruído dentro à natureza composicional, assim como podemos pensar um sentido como ruído(impregnação) do outro. Mas ainda, o multimídia quer estar em todas as modas ao mesmo tempo, para as dest'ruir.
[4+9=13]Ruído científico-profano: O ruído organizado como se observa no ícone matemático do ruido branco(white noise). O empalidecimento dos matizes cromáticos do barulho
gerado na síntese log arrítmica compõe a síntese dum espectro afetivo-racional. Os cães, como a estrela Sirius de Stockhausen vêem em preto e branco e ouvem melhor a síntese granular das altas freqüências que a pulsação esféride.
[5+8=13]Ruído sagrado: O índice dos silêncios potenciais, as paisagens sonoras em suas implosões de cores e sutileza de matizes. O templo é sagrado porque não está à venda para culto algum, o tempo é sagrado porque não pode ser cartografado. Color noises. João Jaula, procurando silêncios encontrou ruídos, buscando morangos achou cogumelos, buscando o tempo se deparou com a dança e a performance.
[6+7=13]Ruído comercial-laico: O barulho é o produto cultural ideal, pois não distingue a produtores e consumidores, mantém o trabalho da escuta no nível prototípico da soação sem perder nada da geometria tipológica da música. O que não é barulho brilhante no mercado cultural se restringe a interferência sistêmica(metaruído), mas sempre haverá um nicho de consumidores ávidos por turbilhões e é do mote fordista any color you lik
e as long as it's black que os sabbaths encontram seu caminho no seio da indústria da rebeldia. Black noise. Xenakis, o arquiteto busca ver com os sons pelo resto de sua vida o brilho da granada que lhe tomou um olho e um ouvido. A estocástica como religiosidade científica do ruído, a composição concreta dos desertos em rolos de memória. É noise na fita!
[0+13+0=13]O ideal de um mundo sem ruído político é alcançado pelo entranhamento de dois modos de conduta sonora: Uma codificação quântica em velocidades sempre acelerantes que prende os ouvidos pelas cadeias de Markov a uma certa faixa repertorial(as óperas de surdos-mudos da Cia. Invisível de Teatro Alchemico), ao mesmo tempo que uma exclusão pela inclusão como a observada no maximalismo academicista do fim de século. Este, pelo cálculo de todos os afetos musicais se nega a sentir as escutas que produzem seus sons(dir
eito autoral / dever atuante); se assemelhando assim com a irreversível entropia dos mercados de pasteurização fonográfica, que por excesso de redundância passaram a ser não mais que barulho para muitos.
[13+1=14]Laranja Eletrônica, os sonhos tangerinas dos rappers hackers acionistas de Beethoven nos templos do mantra de baixa tecnologia cruzam Dylan escarrando num intonarrumori: "Em direção ao abismo metálico entre os transistores e as cordas das guitarras... o ruído branco encontrará enfim o blues dos negros, as musascagam minérios em nós da névoa roxa antevista pelo terceiro ouvido de Hendrix ao roxo profundo das cabeças de máquinas... Nobody's gonna beat my car / It's gonna break the speed of sound / Oooh it's a killing machine / It's got everything."
[13+2=15]Sketch's Kitsch! A música como a melodia é em tempos de ostentação ruidística sempre meramente esboçada: ou sublimada pelo escárnio ou r
emixada pela obsolescência programada. Vês as rédeas que os produtores colocaram nas bandas pelas próprias bandas de freqüência? No futuro toda canção terá seus 15 segundos de barulho.
[13+3=16]O kitsch trabalha sempre sobre a ânsia de "querer parecer vanguarda" lembra Abraham Moles. O processo de sedução dupla da canção pop(por expansão novideira pseudocientífica e tradicionalismo hedonista pseudoreligioso) submergirá os famosos três acordes em camadas de atmosferas sonoras e hipnoses subliminares, do mesmo modo que engoliu a música geométrica pela ideologia significante(os violinos ao fundo do rap) e o transe mitológico pelo folclore(a onda de acústicos e a percussão maquínica).
[13+4=17]Pagu disse para Oswald: "A industrialização é, pois, por natureza, um desenvolvimento maternalístico". Quando toda a arte se sujeita ao desígnio do evolucionismo adaptativo dos modos de escuta estética o desáine se apresenta como padrão
de conduta ética do artista, que é reduzido a projetista de sensibilidades através de impulsos semânticos na vida pública privada. Aí, resta ao ruir artear.
[13+5=18]Canção, praça pública da música. Se podemos falar de democracia nos âmbitos do som seria, em termos tonais, o de uma arbitrariedade consentida de relações intervalares. Há caminhos sonoros que todos percorrem, há os cumes e cimos. Do metal ao doom há um duplo movimento de criação de uma micropolítica estética própria, ao mesmo tempo uma guturalização animalesca das macroestruturas industriais da forma-banda e uma complexificação das microestruturas digitais que almeja uma comedida máscara de desregramento. A corrupção se miniaturiza e toma entornos de uma opção estética, lógica da preferência tribal. Dietas das escalas pantone de ruído.
[13+6=19]A escultura ruidística como estilística do drone já tomou até mesmo as salas de dança com o Umwelt(Maguy Marin) mas ainda se mantém como linguagem de
resistência criativa à cultura capital nos undergrounds de todo o mundo. Merzbow pode bem ser colocado como o legado de Steve Reich e também como membro de uma guerrilha postgrindgore crystalpunk. Isto se dá porque o drone enquanto arquitetura fluida é a escolha pela especialização nas massas bonitas e sublime(imperativo estético legal kantiano), onde a formação sobrepassa a informação pela sua completa aceitação.
[13+7=20]O modelo dos carros muda, o som dos motores continua o mesmo. Enquanto você não parar seu carro não fale do meu drone, enquanto seu carburador queimar ossos não reclame de meu cigarro. Eis o ruído como nuvem de proteção radioativa, escudo eletromagnético da escuta nômade contra quaisquer arapucas de estilos. Bruito o retorno pós-apocalíptico à natureza da acusfera ionizada pelos impérios radiantes. Pitágoras a Orfeu no túmulo de Hermes: "Inaudivelmente alto, enternamente durante, longe alcançando", quando abre os olhos para ouvir a resposta vê Orfeu se afastando no horizonte cantando.
[13+8=21] Ao ruído nem som nem música resistem. À cibernética, rede
de volantes de volantes de redes de poderes, o carro serve de catedral barroca hipermoderna. Gonzalez me disse na lojinha de souvenirs da capela de ossos: "O modo diabólico está para o pós-moderno como a imagem do cristo para os barrocos". Na democracia dos signos, o ruído(e isto pode incluir tudo que soe de acordo com o desejo de escuta) é relegado ao âmbito de loucura, fazendo da própria escuta uma doença por envenamento(pharmakón).
[13+9=22] Devemos compreender que o registro direto do som é um fato novo na história do homem (a que os teosofistas nomeavam prisma das cores pela luz): data de pouco mais de meio século. Pensemos também no desenvolvimento dos processos audiovisuais(a harmonia sinestésica). Na época da reprodução da obra de arte(XV), torna-se obsoleta a idéia da arte desfrutada enquanto objeto raro e aparece a idéia da arte como contágio semiótico(Burroughs) A própria idéia da arte(III) é posta em questão. O que observamos em no
sso tempo é a explosão da informação sonora. A fartura(e miséria) do nosso tempo(ruídos inclusive) aumenta na medida mesma em que se difunde pela coletividade. A massa consome signos sonoros em massa. O modo tradicional de ouvir e compreender a música constitui uma pré-ordenação arcaica, com seus significados esclerosados, que não podem ser impostos ao grande público, pois a este o mundo industrial fornece tantos e tais meios de acesso e consumo do mundo sonoro, que ele próprio vai desenvolvendo sua capacidade de seleção e inteligibilidade. O que era qualidade se transforma em quantidade e é preciso encontrar os signos correspondentes a esta, para sua efetiva comunicação. O mundo das coisas vai-se dissolvendo e cedendo lugar ao mundo dos signos e da comunicação vital e vivencial. O mundo das coisas é feito de posse privada, o mundo dos signos, para a comunicação e a cultura pravida. Os objetos industriais(incluindo sua música), hoje, participam também da natureza da lingu
agem. O caos da informação sonora que nos aturde está a exigir uma ordem (não-definitiva - mas probabilística e mutável). Ordenar é selecionar e codificar. Codificar é transformar em signos - significar, tornar inteligível. Portanto, é comunicar. Aos trabalhadores do ruído, resta trabalhar dentro dos meios de comunicação de massa até que o sistema se transforme e seja absorvido. E ruir como imanência, ser o barulho de si mesmo no corpo coletivo. Love is noise! Zumbi indo!

Timão

Quando o coringão foi campeão da segundona, sonhei que remava com Lamartine Babo pelo Tietê olhando a merda nos timões enquanto lhe contava de meus planos de fazer um quiosque e vender caipirinha na beira do rio, ele riu.
Disse que quando os corinthianos se lembrarem que são um clube de regatas, então os Coríntios devorariam o cadáver de São Paulo temperado no sangue de Cristo.
Acordei assustado e o Salsa tinha me mandado esta e outras da Orquestra da Guanabara... Resolvi fazer este estudo e parar um pouco de ler o Harold Bloom...

de esperas

"Fortunated those who look at the myst instead of fearing its infinity" Simon Magus

há um olho em cada janela
com cílios Dionaea muscipula
abre aos vinte e noves graus
o raio do raio

a cera, a vela acaba antes
dos ventos a
a vela

em cada bússula coração
pelos devaneios dos imãs
atravessando mar gnético
os peixes sob
revivem a mar cinética e seu naufrágio, ó tédio
buscam pontos de gravidade
onde erigiriam as pontes à terceira margem oceânica

gestadan
have you seen the skeletons, the sinking ships of forsaken loves?
you begin to wonder if the stories that tell all the rites
aren't point directly straight at you

arde peito para que expanda o cor alenmar
marinheiro quando se quis só viu as manchas de vô mito, à proa
onde se acreditou nau amarrou-se ao mastro e surdo pulsa
cantaria: não se sabe se é sal água ou água o sal, este mar, lágrimas de sereias

assolar


"Desolar é pior do que aniquilar, assolar é mais radical do que destruir."
Emmanuel Carneiro Leão no Avesso da Máquina

com Fagus no violão e trompete...

FRNZKFK080908

Video instalação para o festival Tsonami composto de dois vídeos de loops dessincronizados que compõem uma videópera quadrafônica.

acorirís

um erro de transcodificação de um mar 3d(enviado por Haar) do h264 pra mpg2.
pixelado fogo fez-se cor cristal luzente
um segundo movimento "largo" pode ser mixado somando este outro som ao vídeo:

Setlembro


)>Céu em Septembr8))} - 13'12"


}>{Panarquitextura da Interdependência[ - 8'55"


A Zona {ou Bosch sobre o Jardim} - 5'36"

sublimatio nas caldeiras


na alc
ôva gesta-se fumaça e fuma-se

que é varrida até a chaminé da caldeira energética

fotos por http://www.youtube.com/ultrahaar e http://www.flickr.com/photos/tatoguion

ID e Entidade


Trabalho selecionado para o Festival Dança em Foco com a trilha sonora "Entidade"realizada para o Grupo Oito de Berlim.

filosonia 0.2

“O pensamento, esse soberano juiz do mundo,traz ao homem sua mais plena dignidade. Não é preciso o ruído de um canhão para impedir os seus pensamentos: basta o ruído de um cata-vento ou de uma roldana. Não vos espanteis se ele não raciocina bem agora; uma mosca zumbe aos seus ouvidos: é o bastante para torná-lo incapaz de conselho. Se quereis que ele possa achar a verdade, expulsai esse animal que põe sua razão em xeque e perturba essa poderosa inteligência que governa as cidades e os reinos. Que deus divertido! O ridicolissimo heroé!” - Blaise Pascal

BAIXE A PALESTRA COMPLETA CLICANDO AQUI

A Valsa do Café Astro

dedicado a Tarsila


sons da maquinaria de cafeicultura, cantos por Veridiana Zurita e Ania e percussão por Nilto... Alguns gritos de Tarsila no trem fantasma da Tulia foram usados...