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http://auricultura.tumblr.com/ | http://fruido.pravida.org | http://filosonias.pravida.org | http://kcah.hotglue.me | http://twitter.com/filosoniaIdéias Perigosas
Radiodance Opus.1:"Y do B?"

A Corda Quetzacoatl
Uma instalação interventiva para uma poética-ecológica menor.
PARA a Transformação do espaço
& preparação do INDIVÍDUO COMO corpo público
Uma passagem. É a passagem quem (em(caminha... Na passagem, todos caminham Pode ser por um túnel, por uma caverna, um esôfago, uma traquéia cada qual um caminho, cada um uma passagem,ninguém escapa Todos por seus caminhos. Obscuridão, transpassagem só revelada ao vê-la oculta –
A imersão do público num espaço de transição psico-física, da esfera cotidiana para o rito do espetáculo, da heteronomia das referências objetais para iniciar um “processo” de captação/atenção. A criação de um programa-e-squizo (as geografias de passagem, as medidas infinitas dos tópos, o bicho-geográfico, atingir o nervo rizomático) – meditação para a contemplação ativa, impermanência
nós, o público, entramos no teatro.
“Sem ligação alguma, enquanto multidão outra vez”
DESCRIÇÃO TÉCNICA DA INSTALAÇÃO & DO PROCESSO DE MONTAGEM
- Quetzalcoatl
:Uma passagem no saguão de entrada do anfiteatro do Sesc Pompéia que ocupe sua lateral direita, oposta a entrada dos banheiros, onde se cria um espaço de imersão na escuridão.A da estrutura de passagem será composta por lona, na extensão de XX metros no comprimento do saguão do anfiteatro, coberta por tecidos e pinturas a serem estipuladas e executadas pelos artistas.Plantas em geral (vasos de plantas, artificiais e naturais) dispostas ao longo da . Haverá a mesma disposição destas plantas no interior da passagem.O chão é composto por materiais escolhidos pelos artistas segundo o critério sonoro e olfativo dos mesmos, na criação de uma textura sinestésica do ambiente para potencializar a experiência da construção de uma percepção e uma memória por vibrações complexas do espaço físico e psicológico do passante.
- A Corda:Se inicia na entrada do SESC, descendo a rampa principal em direção ao anfiteatro. Esta, por sua vez, adentra o espaço da obra até o seu final.Esta corda será feita por uma grande variedade de objetos, tais como: roupas usadas e retalhos de tecidos, brinquedos, livros, fios variados, sucatas, panelas, objetos pessoais, correntes, plantas artificiais, sacos de lixo vazio, sacos de compras entre outros badulaques de nosso fabuloso cotidiano.
- O Som:Dois monitores de referência serão dispostos, um na entrada da instalação e outro no final dela, ambos voltados para dentro da passagem.Quatro monitores de referência serão dispostos no meio da passagem, sendo dois voltados para a entrada e os outros dois voltados para a saída.Um microfone será instalado no centro da passagem, suspenso acima da cabeça dos passantes, pelo qual se captará os ruídos ambientes. Estes sons serão reproduzidos pelos monitores de referência, levemente alterados por equipamentos eletroacústicos.Previamente, criar-se-á trilhas de escuta sob(re) platôs sonoros, onde se vislumbrará paisagens musicais e a ilusão contínua de silêncios. Estas gravações da cidade, de corpos, de túneis, de caminhadas, de objetos agindo no universo. Os platôs ou ilhas sonoras, serão tocadas ao acaso durante o ocaso da instalação, gerando um ruído passageiro.Continuidade de rupturas: silêncios, gravações prévias e sons produzidos durante a caminhada, formarão o contexto rítmico-afetivo da passagem. A dança dos timbres nômades pelos tempos e pelo espaço dos corpos, melodia dos elementos.
Face Sonora e Maquiagem Musical
OCOR com Fagus
imprecindível o uso de fones de ouvido!?
De volta à fila percebemos que o gravador zoom ligado durante todo o procedimento só capturara um som, o de seu próprio corpo. Doze rotações por minuto de seu processador que demora 4’33” para carregar o sistema operacional. A idéia de uma composição eletroacústica esbarra em última instância no campo de escuta da própria eletricidade, que jamais silencia. As agulhas do microfone vibram fazendo tremer o aparelho que o contêm e o organismo que o segura a não mais que metro do chão. Como em nós o nerval do estômago reverbera todo o diafragma, nele os limites da placa gestam um biorritmo de silíncio e solda em frenesi mercurial. We’re not the robots! Só engrena gens. Três goles de água de beber, “Vocês têm um minuto?” e compreendo o valor do hábito feito vício... O burburinho externo invade como rumor, a câmara se reduz a útero e a ilusão tácita reverte-se. Já não nos esforçamos para ouvir algo no vão, mas em calar a própria escuta. Ensaio de sondagem, os corpos dançam as articulações dos sons sob os sons(hipoaudio). Escuta do improviso que somos quando temos de ser-nos, composição dos afetos compositores da regência, performance sem obra e intérprete sem musa.
Vocês: um minuto. Hoje quando o Sol nascia, nos reunimos e passamos o som das analogias ao forma ato di-gital de alta qualidade(aiff96Khz) para o computador de Daniel onde aumentamos o volume das três faixas o máximo possível(de maneira linear) e os pusemos lado a lado no falante direito. Depois os enlerdamos em 333% usando um logaritmo Fourier de alta velocidade em similutede para sobrepôr(no volume original) ao falante esquerdo. A composição eletroacústica fala destas conversões analógico-digitais dialéticas (in patho-logic) sobre a captação do corpo ensimesmado dum gravador qualquer como se pudessemos jurar que as palavras nos ouvissem. O meio não é o sujeito sonoro, mas está sujeito ao som sendo sua estratificação última após a breve passagem pela matéria nos corpos. Exercitamos o devir do foco de escuta através da remixagem das faixas de equalização em dois altermovimentos, si e o outro... Ali onde o som implode em ruído e do vácuo faz nascer o ventinho que atormenta Gilberto. A música enquanto retórica de sons e silêncios põe a musicologia no âmbito de uma gramatologia das durações, e a filosonia como pressuposto básico de uma sonística numa vivência reflexiva das intensidades sonoras por seus próprios métodos. Nova noise, para ouvir o furor elétrico da acústica seria necessário saber-se, com e no outro, em contínuo ocor.
Ou como quando Fagundes quis explicar pra dançarina Julia(sua noiva) e pro filósofo Guilherme do Vale sobre o que passamos, preferiu contar que quando a casa de seu avô queimou e este foi perguntado o que guardou do ocorrido sua única resposta: “O fogo”.
sublimatio nas caldeiras

que é varrida até a chaminé da caldeira energética

fotos por http://www.youtube.com/ultrahaar e http://www.flickr.com/photos/tatoguion
ID e Entidade
Trabalho selecionado para o Festival Dança em Foco com a trilha sonora "Entidade"realizada para o Grupo Oito de Berlim.
Se ruma nu
sua sacada sêmen-nua e crua
me aterra per-plexo do cóx à ponta-cabeça
que cú, que saco, afinal que porra marrom é essa?
chama carne
és pele
gozo tântalotântrico senriso, há risco
masco limos
senexo do coração da Íbis
saber-se macho caduca pós-trata
saber-se cor pó doutra escuta
mãos aos olhos, púbico!
uma multidão desce as escadas exibindo não suas partes, mas seus todos íntimos
ars, a puta labuta
bosta do ver-me entre o pau-cú
há uma cabeça invisível nos ombros das nádegas
porque houvemos de cagar ideais pelos cabelos
Sê
{Primeiro Movimento - Largo para ser lido em 12 minutos}
(onde lê-se o poema do poeta)
já!
na if
a via
pós se
bíles
ties
sê e se e se e se e se e se e se e ou
a rás abre os poros digitais
mas é alho o cheiro que perdura em minhas mãos
{Segundo Movimento - Andante para ser lido em 6 minutos}
(onde o poema se desdobra noutro pelo filósofo como resposta ao amigo poeta distante)
do espelho vazado
que impregnou feito filtro
do que não nos pertence
mas nos é?
de posse e dom
a net uno
cem tau
qual a overmundose poética?
heraclítica eclipséptica
é geo ambífiuo calcanhar
{Terceiro Movimento - Furioso para ser lido em 2 minutos}
(onde o crítico(baltasar graciano) faz a hexegese de ambos os textos verso a verso e mata o poema do poeta como já temia o aforismo do filósofo)
Já no primeiro verso interjectivo vê-se a conectividade hipermidiática do pós (des)estruturalismo. "Sê.Já!" poderia muito bem caber como uma transcriação típica do concretismo do "Da.Sein!" fenomenológico.
No segundo verso podemos vislumbrar a variação linguística típica de autores pós-globais(vide a arquitetura de Buckminster Füller e a pintura de Paul Laffoley) ao mesmo tempo que a feminização da conjunção interrogativa(se=if) emprostadas como o princípio imediato(já) de inocência e ingenuidade(naïf).
Havia a via, ou "no meio da pedra tinha um caminho" como deixou claro o músico e o performer na sua opereta andante "Parang Olé para A CosmoPedra". Não nos esqueçamos que neste momento biográfico da poesia, o poeta estava em chamas exposto à ágora.
No quarto e quinto verso o poema dilata e toma uma densidade dimensional mais fulgurante: se na instantaneidade somos naïf haveria um caminho para além do se na ilusão de possuir-se algo que não às próprias vísceras?
"Ties" clarifica os elos entre duas línguas numa mesma linguagem novamente, amarra gravatas com bíles, as possibilidades todas de uma leitura de existir(Pós-se-bíles-ties).
A conclusão do ego cogitant(sei) leva à escadaria mallarmeana onde a existência jorra(seio) à escolha contínua na problemática mística da cibernética que joga ao abismo a dramóia elizabetana, ser ou... Ou é preciso que o poeta retorne ao seu cotidiano com doçura e perceba que a limpeza de seu lar rasgou-lhe a pele mas o que impregna nos odores são os sabores do que o alimentou.
Deste tocante não poderíamos esperar outro desenvolvimento que não fosse a retomada das raízes do pensamento poético, na figura ambígua do corte ao calcanhar, as asas herméticas e o cochear edípico. A bota é o próprio caminho de Grécia a Roma, de Posseidon(marcho protetor) a Netuno(oceuanus estuprador). Caminho severo dos deuses à praça púbica.
É inegável que o filósofo tenha usado tais imagens de modo a focar "a via naïf" como o próprio cerne de todo clacissismo(luta de classes). Isto é ainda mais óbvio com a citação explícita do poema Ecliplepsepsética da grande Heraclítores de Lesbos:
falo o que te escuto, Adonis
não merecerias outra morte que não o punhal
safo há de queimar-me
e será ódio todos os nossos amores
a mão que excita é a mesmo que te crava
a boca que larga a mesma que te cita
por isto sorri e ri arcadas convulsionadas
destas ancoradas espaldas
...
{Quarto Movimento - Presto em Sol Menor}
(onde as com ementas máscaras compuradores do coro comem tais dores)
EXU TRANCA RUA:belíssimo poste!
marco com meu mijo
buceta pau rijo foste
belas imagens, quase fotos
vá lá dá-me teu voto
EXU SETE PORTAS:ano de eleição poesilítica
apodreçamos nos parnasos
que não reste refúgio nem ao virtual
IEMANJÁ:doçura te abandona
por temer os laços de metal
mas é sal a pele suada
e o beijo do cansaço
OXUMARÉ:mariposa,
é preciso que depois de tudo termos conseguido
seja por mérito, esforço ou amor
que atiremos ao fogo
OXALUFÃ:come pipoca pra bíles, zifí!
{Quinto Movimento - Alegro Maestoso em Sol Maior}
(onde os leitores-comentadores de fato criam a obra)
Lady MacLaura
haveria de ser síncope, palco
luzes! ... luzes! ... apaguem-se!
estas marcas, mãos minhas...
desfeitas cores das tuzes
do que cresce de mim
vaticínio em morte ancoradas
...
assina a sorte do nome
carregado feito útero seco
depassado
sôcumbe inébria
fílias e pélegas
por quais domínios morfetizada
nossa mascará
hás de morrer velhice
nesta búsqueda de viver
... juventude
fiz, mas só...
...
ai! o que não pude
tu, de entoar rasgou-se ao canto
e emparedaste natura incólume
da dúvida, barro e brio
da tua adega enluarada
viduvial escárnio do crânio do poeta
talha acalanto ádaga
o destino arrematado
lumnescência deste acto
par forma per fídias
incandemnia essentia
logla ero aíí... eón
heroé! deslacionados os prantos
de cada duplo por em mim
estirados marco
pois esticadas rugas
lisuras os meus rasgos
Existe Alguma Possibilidade Est-Ética que Não Acene ao Totalitarismo?


performance de Daniel Fagundes da qual participamos
...e a ética se mostra como possibilidade apenas ao acontecer do encontroutro! a ética habita o nada-abissal entre /eu/ e /tu/.
Na vitrinasca soutita sublimne corpo palavra nã á verá ponha seu ego sobe mim a que melhor vistam meus sensos chama quadra em nonas vou que és vagem quando devoro teus suores e nomeio teus poros pêlo amor lua cheia, lusca fusa nu há e cru à senda vertigem dos passos: em nós foz do trêmulo não tratariam retrovisores por espelhos os fractos de kaleido escorressem aos seios sob os pés cos ossos como peito aberto e pernas torturas de joelhos arteados e labirintos arcados no toque

A Vila e Os Lobos
primeiro movimento: a vila
1 padre não consegue dormir, 1 padeiro põe a massa na fornalha, 3 filósofos se reúnem, 9 pedreiros, 2 eletricistas, 4 mecânicos, 6 poetas líricos, 2 poetas malditos sendo 1 laureado, 13 ascetas, 7 heremitas, 12 crianças, 11 cozinheiros, 5 legisladores, 78 trabalhadores braçais, 8 escultores, 1 xamã, 14 músicos, 17 músicos procuram por 1 compositor, 15 burocratas, 16 policiais mas nenhum bandido, 2 pai de santos, 19 roçeiros trancaram suas portas e as marcaram com sangue de novilho, 10 viúvas, 18 jovens perdidos na noite que se silencia, 1 mãe consola seus 2 bebês que choram, 21 mendigos fogem rumo ao norte, 3 mulheres excluídas arrastam 1 compositor(Ernesto) e cozinham sua carne sob a lua.
segundo movimento: os lobos
os lobos cercam a vila
os lobos estraçalharam a vila
um a um e todos
restando somenta as crianças
... quando nasce o dia,
a loba mais velha vêm e amamenta-os
é lá
Um quintal em qualquer época histórica após a invenção da agricultura, dia cinza:Três mulheres sentadas debaixo de uma bananeira no Domingo de Santa Joana observam sete homens tocando após haverem todos comido. A uma criança brinca com o cão. As três mulheres então cantam atravessando a música dos sete homens, que não param:
se com
por pra fôr
de em
quandonde
como antes
sem até quanto
a quem
e há a
e há e
e há o
a traz
de pois se
e vem
o que
a quem
com de na
sem ó mas
tãoinho
gem
Nanotanatologia
a Vera Salavibra sacrosso
à fina os tendões
símile dum verme
refleconvectido na lama
copro em manação
coma!
shiver it out spectentacles
diga natureza metálica
da roda morta a engranar
que te estira e fôrma
podrilume à ribalta conjugada
com cegos olhos famintos
de cór vozes ausentes
não ausentar-se-á o controle
após o delirante grande gozo do signo de si
ensinam as tensões sobre a forca
dirão justa a vitória da beleza
cadavérica à impermanência mundi
e serteá inflicta a mazela póstuma
buscando manter-se vida em seus retiros
haverá de estuprar Tânathos com teu pau de história
e fugir pela ágora arrastando as mortalhas potenciais
duma dança pendurada na clausura do nojo de ser-se
por querermos apequenar a morte
a uma missa de corpo presente














